Algumas dessas criaturas únicas no planeta são bem conhecidas entre os cabo-verdianos, particularmente aqueles que lidam com a pesca ou a culinária. Três tipos de sargos, uma das nossas tainhas, a bentelha e o morro estão entre os mais vulgares. Os menos conhecidos são o rabo-branco, uma determinada raia, um tipo de peixe-agulha e quatro outras espécies.
O desconhecimento de algumas espécies, por parte da nossa população, deve-se principalmente ao facto de não serem consumidas como alimentos. As reduzidas dimensões que algumas apresentam ou ainda a ausência de capturas, mesmo acidentais, contribuem igualmente para essa ignorância. Nas profundidades frequentadas por mergulhadores, estes têm a oportunidade de observar a maioria das espécies tidas por endémicas até à presente data.
Similiparma hermani, de nome científico, é conhecido nas ilhas do barlavento por pá-mané-de-rabo-branco e em Santiago simplesmente por rabo-branco. Não cresce para além dos 20 cm. A diferença de aspecto entre o seu estado adulto e juvenil leva muitos a acreditarem em duas espécies distintas. Quando ainda pequeno apresenta-se de um amarelo forte e um azul vivo a concorrer para uma das mais belas criaturas dos recifes. O adulto apenas não é preto nas barbatanas caudais, que são brancas.
Pelo menos uma das espécies de taínha, a Chelon bispinosus é endémica, sendo por vezes necessário o recurso à ajuda especializada para a sua identificação. A fotografia é de uma outra espécie de taínha, bastante vulgar em Cabo Verde, o Oedalechilus labeo.
Os três tipos de sargos endémicos - Diplodus fasciatus, Diplodus prayensis e Diplodus sargus lineatus – respectivamente, tchico-preto, sargo-salema e sargo branco, na linguagem dos pescadores de Santiago - são bem conhecidos no mercado de peixe. São parecidos com os sargos de outras paragens como o Diplodus cervinus, o vulgaris o e sargus.
Fonte: Assemana







