Histórico

 

1995 - 1996

Os países membros do CILSS, reuniram-se em 1995 aquando do primeiro “Atelier de Consulta Regional sobre a Evolução Ambiental dos países do Sahel”. Nessa ocasião salientaram a necessidade de criar um programa regional e nacional de avaliação ambiental. Uma missão de consultores foi levada a cabo pelos diferentes países membros e os resultados foram expostos em 1996 aquando do segundo Atelier de consulta sob a forma de dois documentos:

Volume 1: Diagnostico dos SIA sobre os países membros do CILSS;

Volume 2: 9 recomendações para implementar um SIA ao nível regional, baseado nos SIA’s nacionais reforçados e de elevada performance.

1997

No seguimento da impulsão verificada nos países do CILSS, o PNUD e UNSO enviaram dois consultores (UNSO e CSE) através do projecto PNUD/UNSO/CVI/95/X01, para precisarem as modalidades de implantação de um SIA em Cabo Verde. Os resultados estão no documento “Proposta estratégica de realização de um Sistema de Informação Ambiental em Cabo Verde e as acções imediatas a implementar” produzido em Outubro de 1997.

A missão teve como preocupação, fazer o ponto da situação institucional e técnica existente em Cabo Verde, no quadro de uma implementação do SIA, com o objectivo de anunciar as recomendações e acções a executar

Entre as actividades imediatas a implementar, encontra-se a formação de quadros e a elaboração de um catálogo de dados existentes em Cabo Verde.

1998

Seguindo as recomendações da missão PNUD/UNSO de 1997, um consultor internacional veio a Cabo Verde com objectivo de identificar os constrangimentos existentes entre produtores e utilizadores da informação ambiental, e agir como pessoa recurso durante um atelier nacional,.

Este atelier realizou-se na Praia, de 27 a 29 de abril de 1998, sob forma de exposoções e actividades de grupo relativos às temáticas abordadas pelo SIA, mecanismos de oferta e procura em matéria de informação ambiental e identificação dos constrangimentos para implementação d um SIA em Cabo Verde.

No fim desta missão, o consultor recomendou a criação de um documento de referência que indicasse as linhas orientadoras em matéria de informação ambiental e solicitou às diferentes instituições a elaboração de um catálogo sobre as informações existentes.

2001 - 2002

No fim de 2001 e inicio de 2002, o SEPA (actualmente DGA) contratou um especialista local juntamente com um consultor do CSE, para criar um catálogo dos dados existentes sobre a desertificação e a seca em Cabo Verde e elaborar uma pagina web.
Em paralelo, dados saídos dos diferentes organismos produtores participantes no SIA foram centralizados e reorganizadas no SEPA tendo em vista a criação de um protótipo de Sistema de Informação Geográfica em Cabo Verde, composto de dados homogéneos, embora provenientes de vários produtores.

O Segundo Atelier Nacional relativo ao SIA decorreu de 6 a 8 de Fevereiro de 2002, e teve com objectivo redinamizar o processo, com uma abordagem lógica para o SIA. A produção e o tratamento dos dados, o quadro institucional e o reforço das capacidades.

Neste atelier, foram trabalhados vários cenários, sobre os temas "harmonização e padronização de dados, processos de produção e aspectos institucionais e organizacionais". Foi obtido um consenso sobre a arquitectura do SIA, sobre o papel de cada actor do sistema, bem como sobre uma carta de entendimento, cuja versão provisória foi redigida. Esta carta nunca chegou a ser retificada. Os aspectos técnicos foram pouco explorados.

Em Maio de 2002, dois consultores do CSE vieram a Cabo Verde com o objectivo de formar em SIG diversos quadros das diferentes instituições intervenientes no SIA: Estes inventariaram e harmonizaram determinados dados geograficos relativos à lha de Santiago para finalizar o protótipo.

2004

O ano de 2004 marcou o surgimento do SIA na sua forma actual.

Esse ano ficou marcado pelo inicio do PANA II (2004 – 2014) que prevê a criação de um sistema de informação Ambiental, como ferramenta de seguimento da qualidade ambiental.

Por outro lado, o país investiu bastante nas tecnologias de informação e comunicação, o que propiciou a criação de um ambiente tecnológico favorável para a implementação do SIA.

A Cooperação Francesa, através do projecto FSP 2002/130 “Appui à la Gestion Durable des Ressources Naturelles au Cap-Vert” disponibilizou à DGA fundos e uma assistência técnica dedicadas exclusivamente ao SIA.