Desastres climáticos podem custar um bilião de dólares até 2040


Avaliação foi feita pelas Nações Unidas em conjunto com instituições financeiras.

Os prejuízos causados por eventos meteorológicos extremos - como secas, cheias e furacões - poderão chegar a um bilião de dólares (800 mil milhões de euros) num único ano, até 2040, segundo um relatório conjunto das Nações Unidas com instituições financeiras e seguradoras.

Em 2005, os danos meteorológicos custaram 210 mil milhões de dólares (168 mil milhões de euros).

Quase metade deste valor refere-se ao furacão Katrina, que afectou gravemente Nova Orleães, nos Estados Unidos, em Agosto.

Se a Terra continuar a aquecer como se supõe, o montante anual de prejuízos poderá duplicar a cada 12 anos. "Num dos cenários, os prejuízos devido a desastres são calculados em mais de um bilião de dólares num único ano, até 2040", disse ontem Paul Clements-Hunt, da UNEP FI, uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Ambiente com instituições financeiras.


O relatório foi preparado por uma empresa de consultoria, para o grupo de trabalho da UNEP FI, que se dedica às alterações climáticas. Nele estão envolvidos o Banco Dresdner, o Banco da América, a União de Bancos Suíços, o Banco HSBC e resseguradora Munich Re.

Paul Clements-Hunt não considera que o cenário de um bilião de dólares de prejuízos seja exagerado. "É apenas um de vários cenários, mas o processo foi robusto e as instituições estão seguras de que é um cenário realista", disse Clements-Hunt, à margem da conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, que decorre em Nairobi, Quénia
.

De acordo com a Munich Re, até agora os prejuízos de 2006 são bem menores do que os de 2005: 30 mil milhões de dólares (24 mil milhões de euros). "Mas os países industrializados sairão com um olho negro", disse Thomas Loster, presidente da Munich Re.


O director do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Achim Steiner, disse que a perspectiva de um bilião de dólares de prejuízos deve ser levada a sério, sobretudo quando se leva em consideração os efeitos financeiros do furacão Katrina. "E aquele foi um evento de apenas 12 horas, num único ponto do planeta", salientou Achim, numa conferência de imprensa. R.G.


Avaliação foi feita pelas Nações Unidas em conjunto com instituições financeiras.

Os prejuízos causados por eventos meteorológicos extremos - como secas, cheias e furacões - poderão chegar a um bilião de dólares (800 mil milhões de euros) num único ano, até 2040, segundo um relatório conjunto das Nações Unidas com instituições financeiras e seguradoras.

Em 2005, os danos meteorológicos custaram 210 mil milhões de dólares (168 mil milhões de euros). Quase metade deste valor refere-se ao furacão Katrina, que afectou gravemente Nova Orleães, nos Estados Unidos, em Agosto.


Se a Terra continuar a aquecer como se supõe, o montante anual de prejuízos poderá duplicar a cada 12 anos. "Num dos cenários, os prejuízos devido a desastres são calculados em mais de um bilião de dólares num único ano, até 2040", disse ontem Paul Clements-Hunt, da UNEP FI, uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Ambiente com instituições financeiras.

O relatório foi preparado por uma empresa de consultoria, para o grupo de trabalho da UNEP FI, que se dedica às alterações climáticas. Nele estão envolvidos o Banco Dresdner, o Banco da América, a União de Bancos Suíços, o Banco HSBC e resseguradora Munich Re.


Paul Clements-Hunt não considera que o cenário de um bilião de dólares de prejuízos seja exagerado. "É apenas um de vários cenários, mas o processo foi robusto e as instituições estão seguras de que é um cenário realista", disse Clements-Hunt, à margem da conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, que decorre em Nairobi, Quénia.

De acordo com a Munich Re, até agora os prejuízos de 2006 são bem menores do que os de 2005: 30 mil milhões de dólares (24 mil milhões de euros). "Mas os países industrializados sairão com um olho negro", disse Thomas Loster, presidente da Munich Re.


O director do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Achim Steiner, disse que a perspectiva de um bilião de dólares de prejuízos deve ser levada a sério, sobretudo quando se leva em consideração os efeitos financeiros do furacão Katrina. "E aquele foi um evento de apenas 12 horas, num único ponto do planeta", salientou Achim, numa conferência de imprensa.



{styleboxop width=250px,float=left,color=white,textcolor=black,echo=no} Fonte: Marco Rocha/ Agência Lusa{/styleboxop}