São Vicente/Tartarugas: Vigílias nocturnas nas praias principiam a 01 de Agosto – registados primeiros rastos

Tartaruga Marinha 14

Mindelo, 26 Jul (Inforpress) - A bióloga Sandra Correia admite o aumento da afluência de tartarugas às praias de São Vicente, com a chegada mais cedo da espécie, com 16 rastos e seis ninhos contabilizados, contra zero no ano passado, pela mesma altura.

A técnica do Instituto Nacional do Desenvolvimento das Pescas (INDP) e responsável pela área da protecção das tartarugas indicou que as acções de terreno principiaram no dia 15 de Julho, com prospecções diurnas, no decorrer das quais foram registadas as primeiras actividades de tartarugas.

Já a campanha com dormidas e vigílias nas praias, especificou a mesma fonte, deve começar no dia 01 de Agosto e prolongar-se até finais do mês de Outubro.

“Já constatámos, nesta fase, um rasto na Cova de Inglesa e 15 rastos e seis ninhos da praia do Norte de Baía/costa da Praia Grande”, especificou a técnica, que lembrou que, ano passado, pela mesma altura, não se tinha registado qualquer actividade nas praias da ilha de São Vicente.

Assim, pelas contas da bióloga, e atendendo ao facto de as tartarugas terem chegado mais cedo às praias, este ano está-se perante um indicador, sustentou, que aponta para “um aumento considerável” da chegada da espécie Caretta Caretta às praias da ilha.

A campanha de protecção das tartarugas é suportada “quase na totalidade” pela Direcção Nacional do Ambiente, com parceria de “algumas empresas”, e conta com os “apoios habituais” no terreno das Forças Armadas e dos voluntários do Grupo Cultural e Desportivo Ponta de Pom, durante os quatro meses da mesma, segundo a mesma fonte.

As ilhas de Cabo Verde são um dos mais importantes locais de desova no mundo para espécie caretta caretta.

O projecto de conservação das tartarugas marinhas do INDP, segundo o sítio do instituto na Internet, iniciou actividades de terreno em 2006 e actua na zona norte do Barlavento, envolvendo nos trabalhos de conservação as populações costeiras das ilhas de Santo Antão, São Nicolau e São Vicente.

Tem como linhas centrais de intervenção a investigação, dirigida ao melhor conhecimento da ecologia das populações locais de tartarugas marinhas, a comunicação, incluídas a educação ambiental, informação, sensibilização e formação de monitores locais, e a fiscalização nocturna das praias de desova.

Fonte: http://inforpress.publ.cv/ambiente