| Cabo Verde aproxima-se do limite de exploração de águas subterrâneas | ![]() | ![]() | ![]() |
| Cabo Verde está a aproximar-se a passos largos do limite de exploração de águas subterrâneas, que constitui a maior fonte de aprovisionamento de água de que dispõe o país alertou, o presidente do Instituto Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos (INGRH), António Pedro Borges. “Cabo Verde tem potencialidades de água subterrânea estimadas em 60 milhões de m3/ano, estaremos seguramente a explorar cerca de 40 milhões”, precisou aquele responsável, acrescentando que até a 2020, com o ritmo de desenvolvimento do país essa necessidade vai ter que ser dobrada, na ordem dos 90 milhões de m3/ano. Segundo António Pedro, este excesso de exploração do precioo líquido, na agricultura e no consumo, acontece sobretudo na ilha de Santiago. Segundo aquele responsável, o PAGIRH - Plano de Acção e Gestão Integrada dos Recursos Hídricos, aponta a dessalinização da água do mar e à valorização da águas subterrâneas como sendo as alternativas mais viáveis para o arquipélago suprir essa lacuna, derivada das mudanças climáticas e do regime pluvioso cada vez mais irregular. A reutilização das águas residuais, a mudança de atitudes em termos de economia de água e a construção de mais barragens são outras das alternativas que o plano contempla. De referir que, um dos subprodutos do plano é a definição do ‘masterplan’ para a dessalinização, definindo onde e quando deve ser implantado a dessalinizadora, bem como um programa de médio e longo prazos para a construção de barragens, que já começou a ser negociado com o Banco Africano de Desenvolvimento. A próxima barragem a ser construída, no país, deverá localizar-se na Figueira de Gorda, situada a montante da propriedade agrícola de Justino Lopes na Ribeira de Santa Cruz |