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Extracção da areia e pedra calcária deve ser controlada na ilha do MaioPDFPrintE-mail
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O ecossistema da ilha do Maio necessita de medidas que ponham cobro a apanha da areia, já que os construtores recolhem o inerte em pontos mais fáceis e reservados, situados à volta das vilas e zonas salineiras.

Carlos Dias, delegado do Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos, reconhece essa necessidade, embora seja de opinião que a situação do Maio não atinge proporções ambientais tão drásticas como acontece em outros pontos do arquipélago cabo-verdiano.

A apanha de areia é considerada a mais preocupante por este responsável. Os construtores recolhem a areia nos pontos mais fáceis e reservados, normalmente, situados à volta das vilas e zonas salineiras, o que, no seu entender, pode provocar impacto negativo no ecossistema da ilha.

O delegado não aconselha medidas drásticas para o caso, mas afirma que o seu departamento, numa conjugação de esforços com a Delegação Marítima, vai localizar zonas alternativas na perspectiva de minimizar o problema.

No seu entender, as autoridades devem ter cuidado nas medidas a accionar. Pois decisões erradas ou radicais podem colocar em causa a construção civil e o desenvolvimento da infra-estruturação e, indirectamente, levar ao aumento exagerado do preço da areia.

Outra actividade que se desenvolve na ilha do Maio é a extracção da pedra calcária, muito utilizada na construção civil e que, nos últimos tempos, está a ultrapassar a mera extracção artesanal. Por isso, a actividade é vista agora com muita preocupação e coloca as autoridades em situação de alerta.

Na actualidade a extracção é feita por máquinas que retiram grande quantidade de pedra e rocha, o que dificulta uma relação ambiental sustentável, para além de esgotar em pouco tempo o produto.

Os problemas ambientais no Maio são extensíveis a utilização indevida da água subterrânea. São feitos poços individuais muito próximos e de forma descontrolado. Este hábito pode ser fonte para a entrada da salina. Onde for necessário retirar autorizações ou não as emitir a medida é executada. Mas a medida mais forte e duradoura é sem sombra de dúvidas, para o delegado do ministério do Ambiente, a sensibilização das populações para a problemática.

O Segundo Plano de Acção Nacional do Ambiente (PANA II) está a funcionar e pode solucionar o problema do despejo das águas residuais, lixo e falta da rede de esgoto. Por outro lado, as autoridades locais estão a analisar a problemática da apanha da areia.

“O ministério esta disponível para ajudar, mas é fundamental existir mais relações institucionais na ilha, para bem de uma melhor organização e tomada de decisões acertadas e aposta numa boa protecção ambiental e da natureza”.
 

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