| Projecto MIA-VITA instala rede de monitorização sismológica na ilha do Fogo | ![]() | ![]() | ![]() |
There are no translations available. A presidente do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), co-organizador do seminário internacional e parceiro na implementação do projecto MIA-VITA, destacou segunda-feira, 22, que o projecto que vai instalar uma rede de monitorização sismológica na ilha do Fogo. Ester Brito, presidente do INMG, disse que no final do projecto, além da rede de monitorização, o INMG passa a dispor dos mapas de riscos que serão elaborados, um programa para mitigação dos riscos, um programa educacional, que já iniciou com a instalação de uma estação sismográfica na escola secundária de São Filipe para informar a população. Este programa de informação e sensibilização será desenvolvido em paralelo com a instalação dos equipamentos, disse a presidente do INMG, Ester Brito, indicando que o Fogo e Cabo Verde ganham muito com o projecto, porque, conforme explicou, passam a ter um sistema de alerta não só a nível nacional mas também captado pelos outros países parceiros através de transmissão de dados via satélite. “Os dados de monitorização do vulcão serão enviados através de VSat para satélite para os outros países e a nível de Cabo Verde vamos analisar a possibilidade de utilização das facilidades do NOSI e da CVTelecom para ter os dados em tempo real e proceder a sua distribuição para as instituições parceiras”, disse Ester Brito, indicando que o grande problema actual do INMG é a comunicação. O instituto, no quadro do seu programa de investimento, tem outros projectos em curso a nível de vigilância sismológica e geofísica e, para a primeira fase que se inicia no próximo mês de Julho, serão instalados equipamentos (estações sismométricas e outros sensores como inclinómetros e sistema de transmissão) alimentados por painéis solares nas ilhas de Santo Antão e Brava e numa segunda fase as outras ilhas, porque todas são de origem vulcânicas. O instituto tem em curso o projecto da rede de observação meteorológica, climatologia e agrometeorológica e até este momento já foram instaladas seis estações meteorológicas e climatológicas automáticas (as últimas foram instaladas nos Mosteiros, Brava, Santo Antão e S. Nicolau), permitindo a observação dos dados do tempo, em tempo real, prevendo a reabilitação das outras estações existentes. Esses investimentos, segundo a presidente do INMG, justifica-se porque sendo Cabo Verde um país pequeno há que ter dados concretos. Usando apenas os dados a nível global não se consegue detectar os fenómenos locais. O INMG prevê ainda a instalação de um centro nacional de previsão, cujo objectivo é disponibilizar a nível regional os fenómenos locais com os quais se pode fazer uma previsão de pelo menos 48 horas e com o tempo ter a previsão de uma semana. |